| Em 14/04/2016

Centro da UFG ligado a estudo de neutrinos tem fomento da Fapeg

O Centro de Operações do experimento NOvA em Goiás (NOvA ROC-Goiás, do inglês Remote Operation Center) já está certificado e em funcionamento na Universidade Federal de Goiás (UFG). O experimento, que estuda o comportamento dos neutrinos, é uma colaboração composta por 210 cientistas e engenheiros de 39 instituições nos Estados Unidos, Brasil, República Tcheca, Grécia, Índia, Rússia e Reino Unido. A UFG é a única representante do Brasil no projeto, sediado no Fermilab, laboratório de aceleradores e física de partículas mais importante da América.

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Centro de Operações vai possibilitar que pesquisadores da UFG tomem dados e realizem plantões sem precisar viajar até Chicago. Foto: Stefano Tognini / Ascom UFG.

Do NOvA ROC-Goiás os pesquisadores da UFG, liderados pelo professor do Instituto de Física (IF), Ricardo Avelino Gomes, conseguem controlar os detectores do NOvA, toda parte eletrônica, variáveis de ambiente (temperatura, umidade, etc) e o processo de aquisição de dados para não haver interrupção, com perda de dados, ou comprometimento na qualidade dos dados. “O experimento NOvA usa o feixe de neutrinos do Fermilab, que é direcionado para dois detectores: o Near Detector, localizado no próprio Fermilab, a 1 km do alvo onde produzimos os neutrinos, e o Far Detector, localizado a 832 km de distância, no estado de Minnesota. Nosso Centro de Controle de Goiás é capaz de controlar todo esse aparato experimental”, detalha Ricardo Gomes.

Segundo o professor, além do desenvolvimento da capacidade de controlar um experimento remotamente, um ponto positivo do Centro em Goiás é poder realizar os plantões que todo colaborador do Experimento NOvA é obrigado a fazer. O grupo de Ricardo Gomes em Goiás é composto por três colaboradores do IF nesse experimento: o próprio professor, a pós-doutoranda indiana Tapasi Ghosh e um aluno de doutorado, Stefano Tognini. “Sem nosso Centro de Operações temos que ir até o Fermilab, em Chicago, e realizar nossos plantões localmente. Agora, podemos realizar os plantões da própria UFG, o que faz com que, em um ano, seja pago todo o investimento realizado”, explica.

Ricardo Gomes lembra que o experimento tomará dados por mais cinco anos, até final de 2020, implicando numa grande economia de recursos, e garantindo ao mesmo tempo, a participação dos pesquisadores da UFG em um dos mais importantes experimentos de neutrinos da atualidade. Outra vantagem do NOvA ROC-Goiás é o treinamento de novos alunos. De acordo com o professor, antes era necessário que ele treinasse novos alunos no próprio Fermilab, o que demandava muito tempo fora da UFG. Agora o professor pode treinar os alunos e os novos colaboradores em Goiás e depois enviá-los, já mais preparados, para se certificarem como aptos a realizar plantões. Após a realização de alguns plantões no Fermilab, o novo colaborador poderá realizar plantões em Goiás.

O Centro de Operações do NOvA na UFG foi montado com recursos de projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Capes e CNPq e o apoio do Instituto de Física da UFG. Antes desse Centro, o grupo do professor Ricardo Gomes já tinha montado, em 2011, uma estação de controle de outro experimento, também do Fermilab, chamado MINOS. “Esses projetos tornaram o grupo de Goiás uma referência na configuração de estações de controle remoto em Física de Altas Energias”, ressalta Ricardo Gomes. O Experimento NOvA no FERMILAB tem Centro de Operações nos seguintes locais:

– Harvard University (EUA);
– Dubna (Rússia);
– Indiana University (EUA);
– Sussex University (Reino Unido);
– Tufts University (EUA);
– University of Minnesota, Twin Cities (EUA);
– Wichita State University (EUA);
– College of William and Mary (EUA);
– Federal University of Goias (Brasil).

Fonte: Ascom UFG (Texto – Angélica Queiroz).

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