| Em 04/06/2016

Estudo usa teoria matemática para descrever proliferação da doença de Chagas no Amazonas

Descrever a proliferação da doença de Chagas e prever possíveis surtos da enfermidade na região amazônica utilizando a lógica fuzzy é o desafio da matemática Silvia Dias de Souza. Com o apoio do governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), ela está desenvolvendo uma pesquisa que usa a teoria matemática para elaboração de um modelo capaz de descrever a proliferação da doença no Estado.

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Os dados do estudo indicarão como ocorre a propagação da doença, quais regiões necessitam de cuidados e auxiliarão a estimar possíveis epidemias. “O principal resultado a ser alcançado será entender como funciona a dinâmica populacional do agente causador da doença e prever como a mesma se comportará futuramente”, disse a pesquisadora.

A doença de Chagas é uma doença infecciosa febril causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. A enfermidade é adquirida por meio do contato direto com as fezes do inseto conhecido como “barbeiro”, segundo dados do Ministério da Saúde.

Segundo a pesquisadora, a lógica fuzzy é uma teoria matemática que serve para modelar situações em que a incerteza encontra-se presente. “Por exemplo: Siga em frente alguns metros; Preciso perder alguns quilos. A mente humana raciocina, na maioria das vezes, de maneira inexata”, explicou a doutoranda em Matemática Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo.

O estudo utiliza o modelo matemático para investigar como se dá a proliferação da doença, especialmente, em municípios do Amazonas. Os casos mais recentes foram registrados em Carauari, situado no rio Juruá. “A lógica nebulosa entra para modelar os dados de entrada como temperatura, meses do ano e etc”, contou Silvia.

A pesquisa, realizada no âmbito do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-graduados do Estado do Amazonas (RH-Doutorado) da Fapeam, deve ser concluída em 2018.

Prevenção

Usar mosquiteiros ou telas metálicas para evitar a entrada do inseto barbeiro nas residências é uma das formas de prevenção. O Ministério da Saúde também recomenda o uso de medidas de proteção individual (repelentes, roupas de mangas longas etc) durante a realização de atividade noturnas em áreas de mata. Para a prevenção da transmissão oral é importante seguir todas as recomendações de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos, em especial aqueles consumidos in natura.

Fonte: Agência Fapeam

Foto: J.R. Hernandez / Utep News Service

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