Confirmando as expectativas, Celso Pansera não voltará ao comando do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), após votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no domingo, 17. Na noite de quarta-feira, 20, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou nota confirmando a saída de Pansera e de outros dois ministros do governo.
Dessa forma, Celso Pansera reassumirá seu mandato na Câmara dos Deputados. A pasta de CT&I é comandada, por enquanto, pela secretária executiva, Emília Ribeiro, que já respondia interinamente pelo órgão, desde que Pansera foi exonerado para votação no processo de impeachment.
![[cml_media_alt id='8558']Foto: Divulgação/MCTI[/cml_media_alt]](http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2016/04/07.04-Emília-Ribeiro-é-a-nova-secretária-executiva-do-MCTI-640x427.jpg)
Foto: Divulgação/MCTI
Na mesma nota divulgada na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou ainda a saída dos ministros Eduardo Braga, da pasta de Minas e Energia; e Helder Barbalho, da Secretaria de Portos da Presidência da República.
Assumirá o lugar de Eduardo Braga, como ministro interino, Marco Antônio Martins Almeida, atualmente secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis. Já na Secretaria de Portos, quem assume é Maurício Muniz, atual secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme a nota do Palácio do Planalto.
Perfil de Emília Ribeiro
Bacharel em direito, Ribeiro é servidora de carreira do órgão. Possui 30 anos de experiência no serviço público federal, além de amplo conhecimento em legislação do setor público e gestão pública.
Antes de trabalhar no MCTI, dedicou-se à regulação de serviços e mercados de telecomunicações e radiodifusão por um período de oito anos. Na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foi vice-presidente do Conselho Consultivo, 2005 a 2008. No período de 2008 a 2012, foi diretora conselheira da agência reguladora.
De acordo com informações do MCTI, Emília participou diretamente da organização e regulamentação da legislação educacional brasileira e da gestão orçamentária de recursos destinados aos programas estratégicos nacionais.
Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência