| Em 03/04/2016

Projeto capacita artesãos ribeirinhos e indígenas para desenvolver embalagens no AM

Sessenta artesãos de comunidades ribeirinhas e indígenas dos municípios de Lábrea, Rio Preto da Eva, Humaitá, Fonte Boa, Borba, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Uarini e Manacapuru receberam capacitação técnica para produção de embalagens regionais para geração de emprego e rendas nas comunidades.

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A capacitação foi realizada pelo economista Jordana Vieira, da empresa Bombons Finos da Amazônia, no âmbito de um projeto de pesquisa com apoio do governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Agência Brasileira de Inovação (Finep) e com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e das prefeituras das respectivas cidades.

Segundo a pesquisadora, as comunidades participantes do projeto foram mapeadas em estudo prévio.

“Fizemos uma pesquisa para saber quais municípios teriam potencial para artesanato. Definido os municípios, entramos em contato com o Idam e prefeitura. Eles fizeram um elo entre a empresa e os artesãos. Fizemos uma reunião explicando o que era o projeto, levamos um artesão experiente conosco para ministrar a capacitação dando dicas de como aumentar a produção com qualidade e eficiência”, disse a Jordana Vieira.

Com base na capacitação, os artesãos começaram a trabalhar na produção das embalagens que são comercializadas com a Bombons Finos da Amazônia. Segundo Jordana Vieira, a amostra finalizada da embalagem é encaminhada pelo artesão aos representantes da empresa e, se aprovada, é feito um pedido. Caso seja preciso fazer ajustes, o artista será instruído pelo comprador. “Nos encontros também instruímos (os artesãos) a como enviar os artesanatos nos barcos até Manaus, como negociar valores de frete e etc”, disse.

De acordo com ela, o projeto contribuiu para ampliação de núcleos de produtores/fornecedores de novas linhas de embalagens artesanais regionais e pode se transformar em uma fonte alternativa de renda para artesãos ribeirinhos e indígenas. “Os artesãos ficaram motivados, pois agora terão para quem vender suas peças por um preço justo”, disse a pesquisadora.

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Produto regional competitivo

Para Jordana, as embalagens regionais desenvolvidas pelos artesãos têm um diferencial para o mercado consumidor: além de obras de arte, as embalagens mostram a peculiaridade da amazônica e apresentam ao mundo a diversidade de sabores, artesanato, cultura, fauna e flora amazônida.

“Há também o lado ambiental desse trabalho, pois são embalagens sustentáveis, aproveitamos restos de madeiras, fibras, cascas de frutas e sementes”, disse Vieira.

Fonte: Agência Fapeam

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