| Em 12/03/2016

Estudo pretende identificar incidência de tipos de vírus de dengue no AM

Para contribuir com o controle e a prevenção da dengue e da chikungunya, além dos arbovírus orupouche e mayaro, a pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Regina Maria Figueiredo, está investigando com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) a incidência das arboviroses nos municípios de Manacapuru, Itacoatiara e Tefé.

De acordo com a pesquisadora, o estudo deve finalizar em julho deste ano e norteará os órgãos estaduais e municipais quanto à adoção de medidas de prevenção, combate e controle das doenças na região amazônica.

[cml_media_alt id='7868']larvas mosquito da dengue[/cml_media_alt]

“Encontramos dengue em todos os municípios estudados, além oropouche  e mayaro, em Tefé. O estudo provê informações relevantes sobre os arbovírus que circulam nestes municípios, contribuindo para as  ações de controle e prevenção de doenças em nossa região”, disse a pesquisadora.

Segundo Regina Maria Figueiredo, a identificação da existência dos vírus nos municípios permitirá que um diagnóstico efetivo seja realizado. “Até então não havia o conhecimento sobre os tipos de dengue que circulavam nestes municípios, nem se sabia com certeza sobre a existência de oropuche e mayaro, em Tefé”, disse.

Os estudos fazem parte do projeto de pesquisa “Detecção de arbovírus de importância médica (Flavivirus, Orthobuyanvirus e Alphavirus) em pacientes atendidos em três municípios do Estado do Amazonas” com aporte financeiro no âmbito do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) do Ministério da Saúde e executado pela Fapeam em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Diagnósticos

De acordo com resultados parciais divulgados pela pesquisadora, nas amostras dos pacientes do município de Tefé foram encontrados o dengue sorotipo 4,  em Manacapuru o dengue sorotipo 3 e dengue 4 e, em Itacoatiara, apenas o vírus dengue sorotipo 4. Os resultados foram obtidos através do método transcrição reversa conjugada a reação em cadeia da polimerase (RT-PCR).

“Com a utilização do protocolo desenvolvido pela Fiocruz Amazônia encontramos a infecção por oropouche e mayaro. Como se trata de um novo protocolo, novos testes estão em andamento para a confirmação dos resultados”, explicou Regina Maria Figueiredo.

Fonte: Agência Fapeam

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