| Em 17/01/2016

Linguiça defumada de catitu é desenvolvida por estudantes do Amazonas

Sucesso no churrasco do domingo e como petiscos no ‘happy hour’, a linguiça é ganhou uma nova roupagem no Amazonas. Com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) estudantes desenvolveram uma linguiça de catitu, conhecido popularmente como porco do mato. O produto está sendo finalizado e deve está pronto para comercialização até o segundo semestre de 2016.

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A linguiça é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica da Fapeam pelos acadêmicos de Medicina Veterinária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), campus zona Leste, Alessandro Pereira e Rafaela Vieira, orientados pela professora Kilma Neves.

Segundo a coordenadora, a proposta surgiu a partir de um estudo da professora Flávia de Carvalho, coorientadora do projeto, ao longo do curso de especialização em Tecnologia de Alimentos do Ifam. A princípio, foi criado um tender de catitu.

“A ideia surgiu em parceria com o professor Paulo Andrade da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) a partir do trabalho da minha então orientanda Flávia de Carvalho que elaborou o tender de catitu e avaliou as características nutricionais e microbiológicas deste produto e da carne in natura de catitu. A partir do entendimento de que a carne de catitu é uma carne saborosa, com baixo teor de lipídios, fonte de proteína e com potencial comercial para nossa região, decidimos prosseguir com os estudos elaborando outro produto”, disse Kilma Neves.

O acadêmico do 4º período de Medicina Veterinária e integrante do grupo de pesquisa, Alessandro Pereira, disse que a experiência tem sido enriquecedora. Segundo ele, o sabor da linguiça é inconfundível.

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“Me sinto privilegiado em poder participar da pesquisa. Elaboramos um projeto e conseguimos o recurso da Fapeam e isso nos motivou ainda mais. Tenho atuado nos laboratórios, e tem sido uma experiência interessante mergulhar nesse universo. A linguiça que desenvolvemos é gostosa, tem um sabor único. Eu recomendo”, disse o universitário.

Processo de criação da linguiça

A linguiça defumada foi elaborada de forma artesanal, sendo utilizados carne moída de catitu e condimentos. Segundo a coordenadora do estudo, após a homogeneização dos ingredientes e embutimento em tripa natural, as linguiças foram defumadas.

O projeto está em andamento e deve ser concluído até julho de 2016. Ate lá, segundo a professora, outras análises deverão ser realizadas para que, de fato, a linguiça possa ser disponibilizada ao consumidor. Enquanto isso, o grupo de pesquisa já trabalha no desenvolvimento de outros alimentos a partir do processamento da carne de catitu.

“O produto é elaborado em nível experimental, para a realização das análises. Os resultados dessas análises poderão ser utilizados como parâmetros para futuras possibilidades de comercialização. Nosso grupo de pesquisa também está elaborando um hambúrguer de carne de catitu”, disse a pesquisadora.

Fonte: Agência Fapeam

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