| Em 18/12/2015

Bolsistas da Fapeam usam água e alho para combater lagarta da couve

Estudantes da rede estadual de Ensino do município de Barreirinha (localizado a 330 quilômetros de Manaus) desenvolveram com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) uma nova técnica utilizando apenas água e alho para o combate da lagarta da couve, praga que pode causar um prejuízo de até 100% na produção de agricultores.

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Segundo o coordenador do projeto de pesquisa, professor Evaldo Belo, em pequenas áreas, extratos de plantas inseticidas representam uma alternativa para o controle de insetos-praga. Além de diminuir o custo do controle, os inseticidas botânicos são menos agressivos ao meio ambiente, reduzindo a contaminação ambiental e produzindo alimentos mais saudáveis, livres de resíduos de agrotóxicos.

“Muitas espécies vegetais produzem substâncias que têm atividades biológicas e que foram desenvolvidas pelas plantas ao longo de sua existência, úteis para garantir a sua sobrevivência. Essas substâncias são metabólitos secundários das plantas, e apresentam ações medicinais e inseticidas, repelentes”, disse o professor.

Professor da disciplina de química, ele explica que projeto na escola contribui através do intercâmbio entre os alunos bolsistas e os agricultores de hortaliças e a comunidade em geral, por meio de conversas e troca de conhecimentos. “O projeto desse ano foi muito proveitoso. Nós fizemos várias visitas para famílias de agricultores, onde passamos as técnicas para obtenção do extrato de água e alho”, explicou.

O estudo  desenvolvido na Escola Estadual Professora Maria Belém com recursos do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, foi destaque no jornal ‘Bom Dia Amazônia’, da Rede Amazônia, na última terça-feira (1º).

O agricultor, Manoel Amaral, disse que esse ano a produção de couve foi afetada pela lagarta. Para combater a praga, ele comprou barrage (produto de combate as pragas), mas decidiu não usar com medo do material prejudicar os alimentos. “Eu achei a técnica ensinada pelos alunos bem prestativa e com o custo menor também para nós produtores”, disse.

A cientista júnior, Laira Beltrão, contou que o projeto desenvolvido no município pode ser usado em outras comunidades do Amazonas. “Estamos trazendo uma nova alternativa para diminuir o uso de produtos agrotóxicos no combate de pragas. Oferecemos uma forma sustentável e de baixo custo comparado ao comercializados no mercado” disse a estudante.

Sobre o PCE

O Programa Ciência na Escola foi criado em 2004 pelo governo do Estado via Secti-AM e Fapeam em parceria com as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e Municipal de Educação (Semed). É uma ação de alfabetização científica e tecnológica, destinada aos professores e estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio que desenvolvem projetos de pesquisa em escolas públicas municipais e estaduais do Amazonas.

Fonte: Agência Fapeam

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