As três propostas selecionadas pelo Edital Canal do Sertão, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), tiveram os termos de outorga dos recursos assinados no início de março.
Ao todo, serão repassados R$ 739.945,00 (setecentos e trinta e nove mil, novecentos e quarenta e cinco reais) para projetos de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados para a região do semiárido e que serão executados por universidades e outros órgãos de pesquisa.
Os trabalhos serão realizados em rede, com equipes multidisciplinares que incluem estudantes, pesquisadores e profissionais. “O objetivo é envolver o maior número de entidades, com integração entre as instituições, mesclando as equipes, capacitando e treinando novos profissionais”, destacou Antônio Santiago, coordenador do Edital.
Para João Gomes da Costa, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto “Desenvolvimento de um sistema integrado lavoura x pecuária x floresta para as condições do semiárido alagoano”, o maior desafio é engajar todos os participantes ao mesmo tempo, mas o resultado deverá ser promissor. “Com todos trabalhando integrados os resultados favorecerão o desenvolvimento do Estado”, acredita.
Recursos humanos em Ciência e Tecnologia
Já para Stoécio Maia, representante do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e coordenador do projeto “Indicadores de uso do solo para a região do Canal do Sertão no Semiárido alagoano: vulnerabilidade ao aquecimento global”, o grande diferencial do Edital é a utilização do capital humano. “Entendemos que o importante é o trabalho do recurso humano. Por isso a prioridade é o trabalho realizado por bolsistas, pesquisadores e profissionais recém-formados, englobando inclusive o pessoal da iniciação científica”, destacou.
As pesquisas serão realizadas ao longo de toda a extensão do Canal, que será de 250 km quando concluído, e irão contribuir diretamente para o processo de interiorização do conhecimento. “Esse aspecto é importante para que se mantenha o homem do campo no seu habitat e com uma atividade rentável. O projeto viabiliza inclusive a chegada e instalação de grandes empresas na região”, apontou Dácio Rocha, representante da Universidade Estadual de alagoas (Uneal) e coordenador do projeto “Sistema de irrigação automático e autossustentável para a região do semiárido alagoano que margeia o Canal do Sertão”.
Prestação de contas
A cerimônia serviu também para que os pesquisadores esclarecessem dúvidas sobre os próximos passos. Mônica Melo, diretora científica, Rilton Soares, chefe do Núcleo de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade, Beatriz Oliveira, chefe de gabinete e Tatyana Marinho, coordenadora de Formação em Recursos Humanos em Ciência e Tecnologia repassaram às equipes informações sobre procedimentos para compra de equipamentos, seleção de bolsistas e prestação de contas. Máquinas e profissionais poderão ser compartilhados entre os projetos, otimizando o uso dos recursos financeiros.
Após a assinatura dos termos, a presidenta da Fapeal, Janesmar Cavalcanti, informou aos coordenadores detalhes sobre os procedimentos para a liberação dos recursos e chamou atenção para a necessidade de se realizar uma prestação de contas eficiente e dentro do prazo. “Estamos lidando com recursos públicos e precisamos estar atentos à responsabilidade de conduzir o processo obedecendo aos parâmetros exigidos pela lei”, salientou.
Os projetos serão executados no período de doze meses, podendo ser prorrogados por igual período. Nas próximas semanas, as equipes de pesquisadores realização uma visita à região que margeia o Canal do Sertão.
Crédito da Foto: Thiago Albuquerque