| Em 17/11/2015

Curso de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia reuniu 60 profissionais na FAPEMIG

O Fala Ciência – Curso de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia reuniu, no dia 11, cerca de 60 profissionais que trabalham e se interessam pela comunicação científica. O evento foi uma iniciativa da Rede Mineira de Comunicação Científica – formada por representantes de Universidades e Centros de Pesquisa mineiros –, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). Participaram do encontro comunicadores, pesquisadores mineiros, relações públicas, jornalistas, estudantes e profissionais envolvidos com a área.

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O presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, destacou a importância do curso na preparação de profissionais que cobrem a área de ciência e tecnologia. “Em 2017, Minas Gerais vai sediar a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Se queremos que as pessoas falem de ciência, é preciso capacitá-las. Esse é o primeiro curso de uma série que vai acontecer até a reunião na UFMG”, afirma. Marcílio Lana, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é um dos integrantes da Rede e afirmou que “temos o dever de sermos transparentes, permitindo que outros públicos acessem o conteúdo produzido somente na academia.

Foram apresentados cinco módulos no decorrer do dia. No primeiro, Yurij Castelfranchi, da UFMG, falou sobre a caixa de ferramentas do divulgador de C&T: as técnicas, modelos, práticas e linguagens. Ele explicou que traduzir ciência não é simplificar, é desdobrar o tema e saber construir pontes, pois “a tradução como simplificação transforma a riqueza da ciência em algo menor”. As fontes e o divulgador de ciências: conflitos de interesses, checagem, ética e outros dilemas, foram tema do segundo módulo, apresentado por Bernardo Esteves, da Revista Piauí. Ele ressaltou a importância de o jornalismo incomodar, ter senso crítico, questionar e de chegar às informações. Ressaltou também que é preciso lidar com as controvérsias na ciência, discutindo diferentes opiniões e sabendo retratar a força de cada argumento.

No terceiro módulo, com a coordenadora do projeto Universidade das crianças, da UFMG, Débora D’Avila, o tema foi a ciência para crianças, adolescentes e adultos, no rádio, no museu e em vídeo. Ela enfatizou a importância da ilustração como recurso para levar a ciência às crianças. “A ilustração na divulgação científica ajuda a valorizar diferenças e instigar as crianças a lerem”, afirmou.

O quarto tema foi a ciência sob os holofotes. Yurij Castelfranchi falou sobre as molduras narrativas que usamos para falar de C&T. Para ele, o lead de um texto já diz qual enfoque escolhemos. Por exemplo, se a ciência é representada como apenas progresso e avanço, as dimensões políticas tendem a ficar invisíveis. Se a ciência é posta como previsão e verdade, o público, possivelmente, esperará certezas e ficará decepcionado.

O último módulo foi sobre a ciência como narrativa, a partir da experiência na Revista Minas Faz Ciência, produzida pela FAPEMIG. O editor da revista, Maurício Guilherme Silva Jr., e Verônica Soares, gestora das mídias sociais e do blog do projeto Minas faz Ciência, compartilharam o desafio da divulgação científica e como utilizar o transmídia para comunicar a ciência em diferentes plataformas.

Para a participante do curso Amanda Thomaz Monteiro “o evento foi extremamente importante porque trouxe discussões no âmbito conceitual da comunicação científica e também as experiências práticas, como a apresentada por Bernardo na Revista Piauí e na Ciência Hoje, a experiência do Projeto Minas Faz Ciência, e a divulgação científica para crianças”, afirmou a profissional de Relações Públicas, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Fonte: Assessoria de Comunicação da FAPEMIG

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