| Em 12/06/2025

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa aprimora tecnologia para a reprodução de peixes em Itacoatiara

  (Foto: Arquivo da pesquisadora Daiane Oliveira Medeiros)

Aprimorar a reprodução de peixes nativos em Sistema de Recirculação de Águas (RAS) na Região do médio e baixo Amazonas é o objetivo de uma pesquisa científica apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com foco em empreendedorismo e sustentabilidade.

Desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e coordenada pela mestre em Administração, Daiane Oliveira Medeiros, a pesquisa implantou o primeiro polo de empreendedorismo feminino voltado à produção de alevinos em Itacoatiara (distante a 176 km de Manaus), através do estudo “Manutenção e reprodução de tambaqui em sistemas de recirculação de água: capacitação, pesquisa, empreendedorismo feminino e transferência de tecnologia”, realizado no âmbito do Programa Mulheres das Águas – Edital nº 007/2022.

O estudo capacitou mulheres ribeirinhas por meio de um laboratório de reprodução de peixes de baixo custo e totalmente eficiente. Além disso, a pesquisa desenvolveu protocolos reprodutivos para o tambaqui e contribuiu para o desenvolvimento tecnológico da região com o fornecimento de pós-larvas e juvenis dos tambaquis no Campus do Ifam.

Para a coordenadora, o apoio da Fapeam é crucial para o desenvolvimento de pesquisas que impulsionam a ciência e o empreendedorismo no interior do Amazonas.

“O apoio da Fapeam foi essencial para a estruturação física e técnica do projeto. Sem esse investimento, não teria sido possível realizar as formações, adquirir os equipamentos, financiar bolsas e executar as ações de pesquisa e extensão. A Fundação é um exemplo claro de como o fomento público pode transformar realidades locais”, explicou Daiane Oliveira.

Capacitação e empreendedorismo

Para o desenvolvimento da pesquisa, foi realizada a aquaponia – que é um sistema de produção agroalimentar que combina a criação de peixes com o cultivo de plantas em água. O estudo foi executado em tanques circulares de 11 mil litros com sistemas de filtragem biológica, bombas, sistemas de aeração, sensores multiparâmetros de qualidade da água. Além do mais, os pesquisadores também usaram incubadoras, equipamentos para indução hormonal e kits para análises hematológicas.

O projeto estimulou o empreendedorismo feminino e criou oportunidade de renda para as comunidades ribeirinhas, além de incluir as mulheres em áreas técnicas da piscicultura, onde quase não há a presença feminina. As comunidades receberam capacitações e oficinas práticas com distribuição de alevinos.

A expectativa a longo prazo é que as comunidades virem referência regional em produção sustentável de peixes, com a produção de alevinos e na formação de novos empreendedores na aquicultura familiar. Além da experiência poder ser replicada em outras localidades da Amazônia.

Com esforço coletivo que une ciência, educação e desenvolvimento regional, o estudo possibilitou a elaboração de materiais didáticos, apresentação em eventos e produções de artigos científicos.

  (Foto: Arquivo da pesquisadora Daiane Oliveira Medeiros)

Programa Mulheres das Águas

Inserido no Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fapeam, o Programa Mulheres das Águas foi uma iniciativa inédita do Governo do Amazonas em 2022 e amparou pesquisas aplicadas e de inovação, ou de transferência tecnológica, coordenadas por pesquisadoras, com a finalidade de incentivar o protagonismo feminino na liderança de projetos científicos, para contribuir na resolução ou minoração de problemas específicos dos municípios do interior. No edital foram aprovados dez projetos, inseridos nos municípios de Itacoatiara, Tefé, Presidente Figueiredo e Coari.

Com investimento de R$ 25.692.942,25, o Movimento Mulheres e Meninas na Ciência de 2021 a 2025 já lançou 12 editais públicos e inéditos exclusivos para cientistas mulheres, que atuam em instituições de ensino e pesquisa na capital e no interior do Amazonas. 

Fonte: FAPEAM (Por: Ana Kelly Franco/ Decon Fapeam)

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