| Em 25/04/2025

Projeto desenvolvido na educação básica sugere repelente sustentável na luta contra mosquitos

Foto: Arquivo Fapeam

Com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa Ciência na Escola (PCE) um projeto desenvolvido em Manacapuru (distante 68km de Manaus), intitulado “Inovação Amazônica: Repelente Sustentável que promete revolucionar a luta contra mosquitos”, sugere um modo sustentável para lidar com os transmissores da dengue e da malária.

O texto é compartilhado da edição especial da Revista PCE 20 anos, em celebração às duas décadas do Programa no Amazonas, com o tema “Chama Revolucionária da Ciência na Educação Básica do Amazonas”

Na chamada ‘Princesinha do Solimões’ (como é conhecida Manacapuru), um grupo de estudantes da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, está na vanguarda de uma inovação que pode mudar a forma como combatemos doenças transmitidas por mosquitos. Sob a coordenação de Alessandro dos Santos Couto e com a participação dos bolsistas Felipe de Souza Gomes, Lauane Marcele Araújo de Oliveira e Neldilene Lima da Cruz, o projeto de prototipagem de um repelente à base do óleo da semente da seringueira está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ciência e tecnologia contra o mosquito

O projeto contemplado no edital nº 004/2022, que se destaca na área de Ciências Exatas e da Terra, propôs uma solução criativa para um problema antigo: a proliferação de doenças como dengue e malária. Utilizando um processo de extração que envolve secagem, moagem, cozimento, destilação e condensação, os alunos conseguiram isolar o óleo essencial da semente da seringueira. Este óleo é então misturado com uma base neutra alcoólica para criar um repelente eficaz, capaz de formar uma barreira protetora contra mosquitos

Um impacto socioeconômico e ambiental positivo

Além de seu potencial científico, o repelente natural oferece benefícios econômicos e sociais significativos. Ele representa uma alternativa sustentável e acessível aos repelentes convencionais, podendo ser produzido localmente e contribuir para a economia da região amazônica. Ambientalmente, o projeto contribui para a redução das doenças sazonais e promove o uso consciente dos recursos naturais, reutilizando as sementes da seringueira para um propósito nobre

Desafios e conquistas

Os desafios enfrentados durante a prototipagem incluíram a falta de equipamentos adequados para a extração do óleo, mas a perseverança e a inovação permitiram superar essas barreiras, segundo informou o professor. O apoio do Programa foi crucial, incentivando os alunos a desenvolverem suas habilidades e a aplicarem o conhecimento científico em soluções práticas. “O Programa Ciência na Escola tem uma grande importância de divulgar projetos e incentivar professores e alunos da rede pública de ensino do interior a mostrar seus potenciais na execução de projetos de grande relevância como o Repelente do óleo da semente da seringueira”, declarou Alessandro.

O futuro do repelente amazônico

Os próximos passos para o repelente incluem aprimorar a prototipagem e garantir a eficácia e segurança do produto em larga escala. A equipe espera que o repelente não só alivie os impactos econômicos e sociais da pandemia, mas também se torne uma ferramenta valiosa no aprendizado dos alunos, inspirando-os a buscar carreiras que valorizem a ciência e a tecnologia.

Alessandro explicou que foram produzidas prototipagens de baixa, média e alta fidelidade de repelentes a base do óleo da semente da seringueira, possibilitando preparar um produto natural sustentável de baixo custo e que poderá gerar renda a famílias que trabalhem na coleta das sementes.

“Esperamos que a pesquisa contribua como uma forma alternativa de amenização dos impactos provocados pela pandemia no setor econômico e social com base nos manufaturados e amenize os efeitos sazonais das doenças provocadas por mosquitos como os da dengue e malária”, enfatizou o professor. A expectativa é de que o projeto seja útil também para o aprendizado dos alunos, contribuindo nos cursos de extensão e em suas vidas profissionais.

Esperamos que a pesquisa contribua como uma forma alternativa de amenização dos impactos provocados pela pandemia no setor econômico e social com base nos manufaturados e amenize os efeitos sazonais das doenças provocadas por mosquitos como os da dengue e malária”. Alessandro dos Santos Couto, coordenador do projeto em Manacapuru.

Perspectiva de um jovem cientista

Felipe de Souza Gomes, um dos alunos participantes, relatou que a experiência foi extremamente gratificante. Aprendendo técnicas como a destilação simples e o uso de estufas, ele adquiriu habilidades práticas que serão valiosas em sua futura carreira acadêmica ou profissional. Para Felipe, o projeto não foi apenas uma oportunidade de aprendizado, mas também uma chance de contribuir para o bem-estar de sua comunidade. “Foi muito gratificante, primeiro ano sendo bolsista Júnior, adquiri vários conhecimentos e habilidades”, comentou.

Leia mais na revista do PCE:  https://www.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/REVISTA-PCE-WEB.pdf

Fonte: FAPEAM (Por: Decom/ Fapeam)

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