| Em 10/04/2020

Pesquisador baiano recupera fósseis de plantas e animais do período Cretáceo na Ilha de Itaparica

Trabalho pode recuperar espécies ainda não descobertas que viveram na região há 130 milhões de anos. (Foto: Divulgação)

O período Cretáceo, que marcou a separação de continentes como África e América do Sul, consagrou o desenvolvimento de espécies e criou novos habitats. Entretanto, muitos mistérios ainda cercam um dos períodos mais transformadores da história da Terra, sendo inclusive responsável pela extinção dos dinossauros. Em busca de investigar como este período ocorreu na realidade local, o pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Téo Oliveira, estuda fosseis desta época na Bahia, em específico na Ilha de Itaparica. Segundo ele, o projeto, que começou em 2017, aborda desde a coleta até a descrição de fósseis de 130 milhões de anos atrás, localizados nas rochas da Ilha. O objetivo é conhecer mais sobre os organismos que viveram este período na região.

Téo conta que a maioria dos exemplares são espécies de peixes, tendo inclusive descoberto algumas espécies possivelmente novas durante a coleta. “Tive a ideia de desenvolver este estudo pois minha especialização no mestrado e no doutorado foi com paleontologia, que consiste no estudo dos fósseis, e seria impensável não fazer pesquisa numa localidade tão importante para esta área do conhecimento quanto a Ilha de Itaparica”, ressaltou. Ele afirma que, embora, os fósseis já tenham sido coletados por outros pesquisadores, estas coletas eram mais esporádicas, enquanto agora ele realiza o trabalho com regularidade, nas visitas aos afloramentos de rocha na Ilha de Itaparica.

Atualmente, os fósseis coletados são estudados para categorização e descrição. O pesquisador afirma que o projeto tem grande impacto no setor acadêmico por abrir espaço para que outros estudiosos do mesmo tema possam ter mais informações acerca do período. “O estudo permite que tenhamos um conhecimento mais completo sobre as faunas e floras que habitavam a região que viríamos a chamar de Ilha de Itaparica em um passado bastante remoto, e assim podemos compreender mais sobre nosso território e sua história”, destacou.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Uefs. Além disso, contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e da Universidade Federal do Sergipe (UFS).

 

Fonte: FAPESB 

 

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