| Em 12/08/2019

Presidente da Fapesp apresenta balanço da gestão 2018 a deputados

Foto: João Carlos da Silva / Agência Fapesp.

O presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, apresentou na última quarta-feira, dia 07, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o balanço da gestão 2018 e ações desenvolvidas ao longo do ano passado pela Fundação para fomento a pesquisas científicas e tecnológicas no Estado.

A apresentação, a convite da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação, presidida pelo deputado Sérgio Victor (Novo), atende determinação da Constituição Estadual, que prevê comparecimento anual do presidente da Fapesp ao Legislativo para prestar contas da gestão, além de abordar o desenvolvimento de ações, programas e metas da Fundação.

O evento, no auditório Teotônio Vilela, também contou com a presença de outros deputados estaduais que integram a comissão: Letícia Aguiar (PSL), Beth Sahão (PT), Professora Bebel (PT), Professor Kenny (PP), Reinaldo Alguz (PV), Marina Helou (Rede) e Ed Thomas (PSB). Além deles, compareceram os deputados Daniel José (Novo) e Wellington Moura (PRB).

A apresentação, aberta ao público e transmitida pela TV Assembleia, foi acompanhada pelos três integrantes do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp: o diretor científico, Carlos Henrique de Brito Cruz, o diretor-presidente, Carlos Américo Pacheco, e o diretor administrativo, Fernando Menezes de Almeida.

Na abertura de sua apresentação, Zago destacou o papel da Fapesp no apoio à P&D no Estado de São Paulo. Ele explicou que a receita da Fundação, como prevê a Constituição paulista, corresponde a 1% da receita tributária do Estado. No ano passado, essa receita garantiu desembolso de R$ 1,22 bilhão a 24.720 projetos de pesquisa em andamento.

A maior parte do investimento – R$ 624,9 milhões ou 51% do desembolso de 2018 – foi destinada a pesquisas para o avanço do conhecimento por meio de auxílios, projetos temáticos e especiais e outros programas de longo prazo.

Ao todo, por essa estratégia de fomento, mais de 5 mil projetos foram apoiados no ano passado. Como exemplos ele citou os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) e alguns de seus estudos, como o implante de material vitrocerâmico desenvolvido pelo Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV).

O implante, que poderá ser produzido por impressão 3D, devolve volume ao globo ocular em portadores de doenças como glaucoma (Leia mais em: agencia.fapesp.br/30799).

Ao todo, os 17 Cepids apoiados pela Fapesp receberam no ano passado um total de R$ 87 milhões para pesquisas. O valor inclui a destinação de R$ 58 milhões para projetos e R$ 27 milhões para bolsas.

O segundo maior investimento da Fapesp de 2018 corresponde a 24% do desembolso do ano passado: R$ 292,7 milhões, para formação de recursos humanos qualificados para C&T. A formação se deu por meio de 10,2 mil bolsas concedidas para Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado, Doutorado Direto, Pós-Doutorado e bolsas de estágio e de pesquisa no exterior.

As outras quatro estratégias de fomento mencionadas por Zago ao longo da apresentação foram Apoio à Infraestrutura de Pesquisa (10% do desembolso de 2018), Pesquisa para Inovação (9,5%), Pesquisa em Temas Estratégicos (4,5%) e Difusão, Mapeamento e Avaliação de Pesquisas (1%).

Desenvolvimento

Ao abordar a estratégia para Pesquisa para Inovação, o presidente da Fapesp destacou que o apoio envolve o fomento de estudos para aplicação mais imediata na sociedade por meio de programas como os Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE), de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe).

Este último programa recebeu a maior parcela de investimentos em inovação de 2018. Foram destinados R$ 88,9 milhões para apoiar 1.445 projetos de pesquisas de startups com até 250 funcionários.

O programa, lançado há 21 anos, gera empregos e impostos. Zago citou que a cada R$ 1 investido no PIPE há arrecadação de R$ 6 em impostos.

Dos investimentos em inovação, o presidente da Fapesp citou outra parcela de R$ 12 milhões destinada em 2018 para 10 CPEs constituídos com apoio da Fapesp em parceria com grandes empresas e universidades estaduais paulistas e institutos de pesquisa.

“Essa modalidade de apoio à pesquisa envolve projetos ambiciosos, de longa duração. Estamos falando de projetos de até 10 anos, com revisão durante o seu desenvolvimento, de centros de pesquisa que são hospedados em uma universidade ou em um instituto de pesquisa. O financiamento é feito conjuntamente, em igual volume, pela Fapesp e pela empresa parceira”, explicou o professor Zago.

Ele detalhou também que, na parceria, o instituto de pesquisa ou universidade que sedia o centro aporta, aproximadamente, valor equivalente, em infraestrutura e pessoal, à soma dos investimentos feitos pela Fapesp e pela empresa.

O presidente da Fapesp destacou ainda o recém-criado programa Ciência para o Desenvolvimento de São Paulo, cujo edital de chamamento de projeto deve ser divulgado em breve (Leia mais em: agencia.fapesp.br/30851).

O programa reunirá em consórcio universidades e institutos de pesquisa em parcerias com empresas e órgãos governamentais. Eles terão a missão de resolver problemas de relevância social e econômica em áreas como saúde, para produção de vacinas, por exemplo; educação, com foco em pesquisas sobre qualidade e acesso; agricultura, para estudos sobre biotecnologia e genômica; e cidades inteligentes, para estudos com foco em segurança pública, entre outras.

A previsão da Fapesp é investir R$ 100 milhões no programa, com contrapartida de R$ 300 milhões de parceiros, resultando num total de R$ 400 milhões de apoio a pesquisas no Estado de São Paulo.

Fonte: Agência Fapesp.

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