| Em 20/08/2014

FAPESC integra Comitê Estadual de Gestão Sustentável Florestal

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca oficializou nesta quinta-feira (14), em Lages, a criação do Comitê Estadual de Gestão Sustentável Florestal (CGFlorestal), com a assinatura da Portaria SAR nº 20/2014. O órgão tem por objetivo assessorar tecnicamente o Governo do Estado na elaboração de políticas públicas para o setor florestal.

O Comitê terá a participação de órgãos dos setores público e privado, com representantes de entidades do Governo do Estado, Governo Federal, instituições de ensino e da iniciativa privada. Para o setor, a criação do CGFlorestal representa um avanço para a gestão das florestas catarinenses, sendo um espaço para discussão e formulação de políticas para a cadeia produtiva florestal do estado com equilíbrio entre os interesses social, econômico e ambiental.

O Comitê será presidido pelo secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, e terá foco em ações voltadas para o apoio da gestão e formulação de políticas públicas para o uso sustentável das florestas e o cultivo de florestas com fins econômicos no estado. “Nós precisamos das florestas e não precisamos desmatar para produzir mais. Temos que compensar com inteligência a pressão que a densidade populacional exerce nos recursos naturais, devemos combinar produção com preservação”, destacou Spies.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de móveis de madeira e de papel Kraft, ambos feitos de pinus, além do segundo maior produtor de madeira serrada de pinus. Hoje, cerca de 9% do PIB catarinense é constituído por riquezas geradas a partir da madeira. Segundo o secretário, o estado tem o relevo acidentado como marca registrada, o que implica em zonas muito diversificadas.

Entre as demandas do setor estão estudos e ações para proteção, recuperação e uso sustentável das florestas nativas remanescentes. Em Santa Catarina cerca de 30% do território ainda é coberto por mata nativa. De acordo com Spies, com base no Inventário Florestal de Santa Catarina, concluído em 2013, ficou evidente a diversidade do estado, tanto em espécies nativas como em espécies exóticas cultivadas. “A convivência entre espécies nativas e exóticas é possível e nós podemos utilizar as espécies nativas de forma econômica sem risco de extinção. Para gerar riquezas não precisamos destruir”.

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