| Em 19/09/2018

Pesquisas voltadas na área de hematolagia são ampliadas no Amazonas

A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) ampliou as pesquisas desenvolvidas na área de Hematologia no Estado. A instituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses, geradas por falhas genéticas ou adquiridas em decorrência de problemas de saúde, e também analisar o processamento molecular que ocorre dentro das células sanguíneas, e dessa forma identificar a causa genética que leva ao aumento de risco do aparecimento e desenvolvimento progressivo de células malignas no organismo.

A adequação e ampliação de laboratório de genômica humana contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (PRÓ-Estado).

As pesquisas desenvolvidas são no campo da biologia molecular. Segundo o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji, tem muitas patologias e situações de acompanhamento de tratamento que necessitavam de tecnologia de diagnóstico sofisticadas que não existiam no Amazonas e na Região Norte.

“Foi identificado essas tecnologias e objetivamos resolver essa questão no projeto. Por exemplo, um problema que existe na saúde dentro da especialidade de assistência hematológica são as tromboses. No Amazonas, não existiam exames para diagnósticos de tromboses. As tromboses são produzidas por defeitos genéticos e decorrências de problemas adquiridos. Nós implantamos três métodos de biologia molecular para diagnóstico de trombose de origem hereditária. Esse é um laboratório inédito na região que nos auxilia muito neste  problema e na investigação também”, informou.

O Hemoam também participa de um ensaio clínico com alguns centros do Brasil para o tratamento de leucemias em crianças. Neste protocolo um momento crítico é a identificação após o início do tratamento para saber se resultou no controle eficiente ou não da doença. Para saber isso é preciso saber a Doença Residual Mínima.

“Esse é um laboratório de biologia molecular sofisticado que também foi implantado e que permite que nós possamos conhecer com marcados moleculares o nível de resposta ao tratamento. Se esse tratamento não for eficaz é possível oportunizar a essa criança um protocolo mais efetivo para cura. Isso aumenta a possibilidade de cura nas crianças com leucemia”, explicou.

Segundo o diretor, as pesquisas voltadas para a área da biologia molecular também melhoraram a capacidade de diagnóstico de uma doença chamada Leucemia Mielóide Crônica.

“Hoje essa doença tem um tratamento medicamentoso, via oral, promissor em que a efetividade do remédio é tamanha que se cogita a possibilidade que esse medicamento cure a leucemia. Mas para atingir esse objetivo é preciso haver um controle molecular”, disse Fraiji.

O médico explica que na Leucemia Mielóide Crônica existe um defeito genético, uma mutação que acompanha essa doença e a quantificação dessa mutação no decorrer do tratamento é estratégica na determinação de possibilidade de cura ou de mudança na administração do medicamento.

“É a quantificação dos transcritos genéticos que definem essa doença no decorrer tratamento. A cada seis meses tem que fazer a quantificação desse defeito genético, se está presente ou não, e em que quantidade”, salientou o médico.

Para Fraiji o PRO-Estado permitiu a incorporação de novas tecnologias nas áreas de Hematologia e Hemoterapia no Hemoam. Além da possibilidade também de montar um laboratório na instituição que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano.

“Um equipamento extremamente sofisticado, o Ilumina Miseq, que permite identificar num determinado ser vivo o seu perfil genético completo animal. E identificar as modificações em relação normal permitindo a compreensão de inúmeras patologias”, informou Fraiji.

Fonte: Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon da Fapeam.

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