| Em 13/09/2018

Estudantes aprendem química com auxilio de paródias, no Amazonas

Os estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Maria Belém, no município de Barreirinha (distante a 330 KM de Manaus), estão aprendendo de uma forma diferente a disciplina de química. A matéria considerada difícil pela maioria dos alunos ganhou um reforço especial para ajudar assimilar o conteúdo: o auxílio das paródias.

Sucesso na internet, as paródias têm conquistado cada vez o público jovem e consiste na recriação de uma obra já existente. No projeto, as músicas são adaptadas para os conteúdos de química ensinados na sala de aula.

A estratégia de unir a música no processo de ensino e aprendizagem foi ideia do professor Evaldo Belo ao perceber a dificuldade dos alunos em compreender a disciplina.

Intitulado “Química Cantada” o projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Segundo Belo, a ideia de aplicar as paródias surgiu com a proposta de dinamizar o ensino de Química através de músicas parodiadas como metodologia alternativa para assimilação dos conteúdos pelos alunos.

Ainda conforme o professor, o uso do lúdico pode ser uma maneira de despertar o interesse do aluno pela Química e também pode funcionar como meio de transformação deste aluno em termos sociais.

“Os alunos costumam ter aversão aos conteúdos desta disciplina por considerá-la de difícil compreensão. A música representa um mecanismo inovador e facilitador para a educação, sendo assim uma importante alternativa para estreitar a relação entre conhecimento em química e a vida cotidiana do aluno. Ela se configura como uma atividade lúdica e essa ludicidade antes vista como prática do ensino infantil é um importante recurso didático também para o ensino de Química, e pode ser uma opção divertida e atrativa, diferentemente do livro didático e outros recursos”, contou.

Até o momento, já foram produzidas três paródias divulgadas para escola. Mas, a expectativa é que esse número aumente até o término do projeto. As paródias englobam vários ritmos desde boi-bumbá a sertanejo.

Professor de Química na escola, Belo conta que os alunos foram estimulados a pesquisarem no Laboratório de Informática sobre conteúdo do 1º ano como: modelos atômicos, tabela periódica; Ligações químicas e Funções inorgânicas; Para o 2º ano Gases; Soluções; Termoquímica e Cinética química e do 3º ano Introdução a Química orgânica; Hidrocarbonetos, Funções oxigenadas, Funções nitrogenadas, Isomeria e Reações.

“O próximo passo do projeto será a elaboração de paródias inéditas, para tal será organizado um concurso de paródias com premiação para as melhores”, contou.

Comportamento
Conforme o professor, desde o início do projeto houve melhora na assimilação dos conteúdos pelos alunos.

“A música oferece estímulo e o ambiente propício ao desenvolvimento espontâneo e criativo dos estudantes e à ampliação dos conhecimentos dos professores em metodologias de ensino efetivas”, informa o professor.

O bolsista de IC/JR Apollo Conceição, do 3° ano Ensino Médio, conta que para produção da paródia foi preciso se aprofundar no conteúdo exposto em sala de aula. Para isso, a pesquisa foi uma aliada e a compreensão da química se tornou mais fácil.

“O projeto apresenta ao aluno a química de uma forma diferente e isso é algo muito interessante. É uma nova visão para aprender o conteúdo de química usando algo que o jovem gosta que é a música”, disse.

O estudante Jean Alves, também do 3° ano do Ensino Médio, contou que após as apresentações das paródias na escola várias alunos se interessaram pelo projeto e entraram como voluntários.

“Antes eu não me interessava por química, mas após a implementação do projeto a curiosidade e o interesse de entender a disciplina aumentaram”, destacou.

PCE
O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

Lançado no mês de março, o programa conta com investimento de quase R$2,5 milhões para incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).

Fonte: As

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