| Em 05/05/2017

Empresa analisa bactérias encontradas em plantas da Amazônia para produção de biossurfactantes e plásticos biodegradáveis

Uma pesquisa desenvolvida com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) analisou bactérias encontradas em plantas da Amazônia para produção de bioprodutos como biossurfactantes e plásticos biodegradáveis.

O projeto intitulado “Produção de Bioprodutos: Biossurfactantes e Plásticos Biodegradáveis a partir da Microbiota Amazônica” foi desenvolvido pela empresa Ecobios LTDA, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na Modalidade Subvenção Econômica a Micro Empresas de Pequeno Porte (Pappe Integração), edital nº 003/2011.

Os resultados do trabalho foram apresentados durante o Seminário de Avaliação de Projetos de Inovação Tecnológica 2017, no dia 27, no Hotel Caesar Business, no bairro Chapada, Zona Sul de Manaus. O evento é uma ação da Fapeam em parceria com a Agência Brasileira de Inovação (Finep), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia Inovação e Geodiversidade (Secti) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC).

O surfactante é um produto muito usado na indústria, sendo capaz de misturar óleo e água no mesmo recipiente. No mercado ele está presente em alimentos, medicamentos e cosméticos, por exemplo.

A coordenadora do estudo, a doutora em Genética e Evolução, Antônia Queiroz Lima de Souza, explicou que produtos semelhantes já existem no mercado, mas o desafio da empresa foi o de encontrar uma bactéria com potencial para produção de novos biossurfacantes e novos plásticos biodegradáveis, ou seja, produtos mais sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica e que não prejudicam a natureza. No momento a pesquisa está em fase de patente.

“Isolamos e avaliamos a diversidade de bactérias endofíticas da Amazônia para produção de polihidroxialcanatos, que são plásticos biodegradáveis, e para produção de biossurfacantes. As bactérias foram isoladas em diferentes plantas da Amazônia. Nós trabalhamos, especificamente, com plantas medicinais da região. Isolamos mais de 350 bactérias. Nós fizemos duas seleções uma para plásticos biodegradáveis, onde encontramos 72 espécimes com potencial. Para os biossurfacantes avaliamos 21 espécimes, onde 8 apresentaram potencial para produção de biossurfactantes”, disse a pesquisadora.

Fonte: Agência Fapeam (texto: Esterffany Martins).

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