
Foto: Ascom Fapespa.
O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, se reuniu no último dia 04 com representantes do Polo de Ciência e Tecnologia de Mar e Petróleo de Salinopólis. Dentre as pautas discutidas, foi acertada uma visita técnica no campus para o mês de maio.
O Polo Científico Tecnológico do Mar e Petróleo funciona no Campus Universitário de Salinópolis, o mais novo da UFPA, e recebeu da Fapespa, até 2016, um investimento total de R$ 2,7 milhões para apoio às atividades de implantação e para a construção da Casa da Cultura, na praça do Caranaã. Além disso, a fundação prevê um repasse ainda no valor de aproximadamente R$ 2,8 milhões, totalizando um montante de R$ 5,5 milhões.
De acordo com o mentor geral do projeto, o geofísico Prof. Carlos Alberto Dias, “O polo se fundamenta em cinco áreas que se complementam, são elas: Engenharia de Petróleo, Engenharia Costeira e Oceânica, Engenharia de Computação Cientifica, e as áreas de Física e Matemática. Essas áreas, uma vez desenvolvidas, terão um impacto de caráter cientifico e industrial, atraindo assim, muitas empresas para a região”, disse.
Nascido e criado em Salinopólis, o geofísico explica que a perspectiva de desenvolvimento que se abre no município vai desde o desenvolvimento socioeconômico para a região com novos bancos, supermercados e o aumento da população através da chegada de alunos e pesquisadores. “Nós vislumbramos um futuro promissor para o estado”, declarou.
Atualmente, o polo funciona com os programas de pós-graduação de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo, Matemática computacional, licenciaturas em Física e Matemática, Engenharia Oceanográfica e com a Escola de Engenharia de Informática.
Para a professora Susana Vinton, que é coordenadora da Implantação do curso de Engenharia Costeira e Oceânica, “toda a exploração de petróleo tem uma conexão com a costa. O conhecimento da circulação oceânica, das ondas, do transporte de poluentes, entre outros, recebem suporte da engenharia costeira e oceânica. Outro setor muito importante é o turismo, já que o Pará mantém seu turismo principalmente por meio de praias. Por isso é importante mantê-las saudáveis. E claro, toda essa realização se deve também a Fapespa”, disse.
Quem compartilha da mesma opinião é o executor do convênio do polo, professor José Geral Alves. De acordo com ele, “a Casa da Cultura é um órgão suplementar para o campus de Salinópolis, por onde será feito com que a universidade se entrelace com a comunidade. Neste lugar serão realizados eventos, terá bibliotecas e muito mais. A casa terá como preocupação as atividades de estudos históricos da cidade, do seu desenvolvimento, com estudos regionais, da língua, do povo e com problemas regionais”, afirmou.
“A meu ver, o maior benefício desta ação é social é o momento que são gerados recursos humanos da própria região, como por exemplo, possibilitar que essa comunidade tenha acesso à universidade”, finalizou a coordenadora Susana.
Fonte: Ascom Fapespa.