| Em 31/07/2024

Startup apoiada pela Fapitec/SE utiliza cactos e frutos da caatinga na produção de doces no sertão sergipano

Ideia inovadora contemplada pelo Programa Centelha II-SE explora o potencial econômico da flora local ao utilizar plantas não convencionais para fins gastronômicos
Ideia inovadora contemplada pelo Programa Centelha II-SE explora o potencial econômico da flora local ao utilizar plantas não convencionais para fins gastronômicos (Foto: Alisson Basilio/Fapitec)

A startup Rei do Cacto, empreendimento inovador apoiado pelo Governo de Sergipe por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), remodela a agroindústria ao utilizar plantas não convencionais presentes na flora do alto sertão sergipano na produção de doces e geleias. Subsidiado através do Programa Centelha II-SE, o chefe e sócio do negócio gastronômico, Timóteo Domingos, usufrui de cactáceas como o mandacaru, xique-xique e palma forrageira como matérias-primas dos seus pratos.  

Presente na arte e no imaginário popular como símbolo da vegetação da região nordeste do país, as cactáceas apresentam potencial econômico à exemplo da sua utilização para fins alimentícios, como prova o projeto desenvolvido por Domingos. “Aqui, nós produzimos geleias à base de cactos, doces de corte, caldas, compotas e vários outros derivados dessa matéria-prima que gera renda para centenas de famílias no sertão. O projeto simboliza muito da resiliência do sertanejo de hoje, transformando o cacto em produto alimentício”, explicou o sócio.

De acordo com o chefe do Rei do Cacto, uma das ideias é levar o produto desenvolvido para todo o nordeste. Inicialmente comercializado em Sergipe e em Alagoas, Timóteo pretende levar as iguarias para outros lugares. A sede do empreendimento, localizada no município de Canindé de São Francisco, também aponta um potencial turístico em razão dos atrativos presentes na região.

A proposta utiliza ainda a produção familiar da flora local para desenvolver uma fonte alternativa de proteínas e de carboidratos à base das cactáceas já citadas e demais frutos da região. “Pretendemos expandir nossa produção utilizando frutas como a seriguela e o umbu, que também são fortes em nossa localidade”, completou Domingos.

Ideia inovadora contemplada pelo Programa Centelha II-SE explora o potencial econômico da flora local ao utilizar plantas não convencionais para fins gastronômicos
(Foto: Alisson Basilio/Fapitec)

Apoio

O diretor-presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, salientou que a fundação tem como missão mover projetos inovadores do campo das ideias para suas execuções. “O suporte promovido pela Fapitec/SE vem para contribuir para a continuidade desses empreendimentos. A Rei do Cacto é um exemplo dessa realidade”, considerou.

Para o chefe Timóteo Domingos, o apoio da fundação foi essencial para o desenvolvimento do projeto gastronômico. “A Fapitec/SE foi primordial para o aperfeiçoamento dos nossos produtos, para que a gente pudesse estruturar a nossa produção, para facilitar a mão de obra, o acesso e consequentemente aumentar a nossa produção”, declarou.

Centelha II-SE

O Programa Centelha tem como objetivo a promoção do estímulo do empreendedorismo inovador através de capacitações para o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) ou de processos inovadores, e apoiar por meio da concessão de recursos de subvenção econômica e bolsas de Fomento Tecnológico Extensão Inovadora, a geração de empresas de bases tecnológicas a partir da transformação de ideias inovadoras em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos estratégicos do estado de Sergipe.

Fonte: FAPITEC (Por: Ascom Fapitec)

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